Posts na categoria ‘Resenhas’

El común olvido, de Sylvia Molloy

Vou começar pelo final: este livro, indicado a mim por Idelber Avelar, é uma obra-prima e está pedindo desesperadamente um tradutor como Eduardo Brandão ou como minha amiga Simone Vey.
É comum nos grandes romances a dificuldade para se dizer qual é exatamente seu tema. Por exemplo, Os Irmãos Karamázovi é um romance policial - um [...]

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O Anônimo Célebre, de Ignácio de Loyola Brandão

Estou relutante em escrever minha opinião acerca deste livro. Não gosto de SÓ ficar falando mal das coisas. É a história de um cara que faz tudo para tornar-se famoso. Já li e vi coisas muito melhores no gênero arrivista. Loyola tentou ser engraçado e sou um cara que gosta de rir. Tinha tudo para [...]

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Memorial de Aires, o grande livro doente de Machado de Assis

Memorial de Aires não é considerado um dos principais livros de Machado de Assis. A maioria fica com Dom Casmurro ou Brás Cubas e com o irretocável mosaico de contos. Até compreendo, mas prefiro o delicado Memorial. Provavelmente estou errado, pode tratar-se de simples idiossincrasia, mas vou tentar explicar minha opinião de experiente leitor do [...]

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Um Fígado para Roberto Bolaño (Final) - Sobre “Os Detetives Selvagens”

Os livros modernos que mais amamos nascem da confluência e do choque de uma multiplicidade de métodos interpretativos, maneiras de pensar e de estilos de expressão. Ainda que o desenho geral tenha sido cuidadosamente planejado, o que conta não é a construção de uma figura harmoniosa, mas a força centrífuga que libera, a pluralidade de [...]

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Um Fígado para Roberto Bolaño (III) - Sobre “Noturno do Chile”


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Noites Florentinas, de Heinrich Heine

Noites Florentinas, de Heinrich Heine (1797-1856), é um livro surpreendente. Publicação póstuma, é de notável contemporaneidade, antecipando procedimentos que teríamos de volta somente 70 anos depois, com Isak Dinesen. Refiro-me especificamente à intromissão a todo momento de uma poesia muito pouco comedida, às histórias que surgem dentro das histórias, à simbologia e à aparente livre [...]

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Berkeley em Bellagio, de João Gilberto Noll

Os livros de Noll quase sempre tratam do mesmo personagem: o próprio Noll. As características biográficas, físicas, étnicas e profissionais do tal personagem coincidem inteiramente com as do autor. No começo do livro, é impossível não sermos tomados de simpatia pelo personagem quando o mesmo declara sua extrema pobreza - vive apenas de literatura e [...]

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Os Emigrantes, de W. G. Sebald

Se, como escreveu Michel Laub, Austerlitz é o grande lançamento de 2008, W. G. Sebald já havia comparecido no Brasil com outro extraordinário livro: Os Emigrantes. Trata-se do relato de quatro expatriados numa obra que mistura gêneros habilmente. Cheios de fotografias de família, seus capítulos podem começar como um romance de ficção, tornar-se ensaio para [...]

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Futebol e identidade social, de Arlei Sander Damo

Em primeiro lugar, preciso falar um pouco sobre como consegui este livro. Ele me foi enviado por Idelber Avelar, professor da Universidade de Tulane, em New Orleans. Em vão, tentei comprá-lo, apesar de ser um livro novo, de 2002. Em minhas tentativas, escrevi para a Editora da UFRGS, tendo recebido como resposta o mais [...]

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Por um bife, de Jack London

Jack London (1876-1916) foi “o escritor” de minha infância e juventude e também quem introduziu meus filhos no mundo dos livros. Caninos Brancos, O Chamado Selvagem, Antes de Adão e outros livros de London foram engolidos por nós com grande entusiasmo. Penso até que li O Chamado Selvagem em voz alta para minha filha. London [...]

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