Permanência
A Sérgio Gonçalves
Aos que permanecem sobram as culpas
de quem ignora que
todas as decisões são solitárias.
Solitária é
a decisão de pousar as mãos
e não escrever.
Solitária é
a decisão de erguer-se todos os dias
e trabalhar.
Solitária é
a decisão do que ouve
de não ouvir.
(Solidária é
a decisão de ensinar
e aprender.)
Solitária é
a decisão de chegar ao clÃmax
e descansar.
Solitário é o fim.
Solitários,
decidimos que o formigueiro,
pisoteado e destruÃdo,
seja reconstruÃdo.
Por cada um de nós,
solitariamente.
maio 28th, 2008 às 0:20
Assim como solitária é a decisão de nos juntarmos aos bons… e à s boas. (porque sou feminista, lembra?)
bjs, f
maio 28th, 2008 às 0:25
Aliás, hoje aprendi umas coisas ótimas que me fizeram lembrar de ti e aquele outro assunto passado. Umas palavrinhas novas e novos significados no campo “trans”. Que tal “travestilidades”? Que tal as travestis que se consideram homossexuais e as que são hetero?
Temos muito que aprender, meu querido. O movimento GLBTT(T?)
cavalga a passos largos e a academia corre atrás…
bjs, f
maio 28th, 2008 às 3:23
Solitários: o inÃcio e o fim!
maio 28th, 2008 às 7:14
é a solidão intrÃnseca de cada um de nós, suponho…
maio 28th, 2008 às 10:46
só, meu.
abç
maio 28th, 2008 às 17:23
Tanto mais só
mais fantasmas me habitam:
criador e criaturas.
maio 29th, 2008 às 14:21
Muito bom!
maio 29th, 2008 às 15:31
o ser humano é um ser basicamente solitário, eu acho. esporadicamente nos tocamos com os outros…. o resto, é sobrevivencia.
maio 29th, 2008 às 19:35
E inexoravelmente solitária é a criação do Poeta.
Um rito de passagem, Milton: a (*tua*) ‘passagem para o poético’!
Realmente a poesia é linguagem por excelência, basta ver os comentários! não que eu ache que deva comentar os comentários, desculpem, mas não resisto à tentação de dizer isso.
Belo comment s e um destaque especial para o do dr Claudio Costa.
Despeço-me sem dizer mais nada,: o Poema fala absolutamente tudo e com todos.
Parabéns!
maio 29th, 2008 às 19:40
“Solitária é
a decisão do que ouve
de não ouvir
Isso já tornou-se para mim, um “touchstone”. Belo achado!
M.
maio 29th, 2008 às 22:56
Obrigado Milton.
maio 30th, 2008 às 21:18
Belo poema, Milton. Se é estreia, é de arromba!