Porque hoje é sábado, Claudia Cardinale
Compreensivelmente, ela foi o mito de toda uma geração.
E fez setenta anos na última terça-feira. Filha de sicilianos, nasceu em Túnis com o nome de Claude Josephine Rose Cardinale.
E teve muito mais sorte que todas as outras belas atrizes italianas.
Pois participou de grandíssimos filmes: fez O Leopardo e Rocco e seus Irmãos, ambos de Visconti; fez 8½, de Fellini; …
… Era uma vez no Oeste, de Sergio Leone; foi a viúva de La Storia, de Luigi Comencini; e fez até o curioso Fitzcarraldo de Herzog.
Era excelente atriz e, simpaticamente, é uma mulher de esquerda envolvida com algumas importantes causas.
Deve estar detestando o tri de Berlusca. Mas, estranho, nunca penso em nada disso quando a vejo em ação.
E, quando a conheci, senti apenas aquilo que os meninos sentem quando em contato com a beleza.
E entendi o que dizia meu pai sobre a Cardinale, sempre citada com olhar sonhador.
E não sei quem é a figura acima que mereceu a análise muscular de la Cardinale.
E gosto das mulheres que deixam-se envelhecer sem esconder-se.
Demonstram o respeito que têm consigo. O que é raro entre as muito belas.











abril 19th, 2008 às 0:10
DO OUTRO LADO DO RIO
by Ramiro Conceição
À Isabella Nardoni
Talvez, do outro lado do rio,
o dia esteja alegre! e assim
compense a tristeza de cá…
Talvez do outro lado,
apareça a lucidez
que lave e leve bravamente
a insensatez da dor deixada
pelo Amor que precisou partir
ao outro lado…
Talvez, Lá,
comece tudo
de novo
pra voltar pra Cá.
Talvez tudo
tenha somente
um lado e, enfim,
MORTOS E VIVOS
façam parte
dum Universo sem lados!
Talvez, Lá, a morte seja a vida…
E Cá a nossa vida seja Lá
batizada de morte…
Quem realmente sabe
sobre a imensidão entre Lá e Cá?
É, sempre efêmeros estagiários,
sempre aprendizes de Lá e Cá,
sempre laicos da existência
seremos!
É muito interessante,
pois quando chegamos Cá ou Lá:
pousamos sempre — calados!
PS – Milton, por favor me permita – o pessoal mais antigo deste Blog sabe que o poema “DO OUTRO LADO DO RIO” foi elaborado em homenagem à nossa querida Meg que, numa dada ocasião, se matou em seu Blog. Eu, à época, qual um peixinho inocente, caí no trote! Fiquei muito, muito, muito puto! Mas tudo já passou, e não ficou qualquer mágoa. Contudo, ficou o Poema… e, nesta semana, o “Continho” do Nelson Morais…
O que podemos fazer, se a Vida, realmente, teima em imitar a Arte?!
Então, fica, aqui, a minha homenagem - pra sempre! - à menininha Isabella.
abril 19th, 2008 às 1:21
Errata: Nelson Moraes!!!!!
abril 19th, 2008 às 11:23
Como esquecê-la, por exemplo, em “O belo Antônio”? Ou em “Vagas estrelas da Ursa”? Jamais…
abril 19th, 2008 às 20:26
A Cardinale faz parte indelével de minha iconografia da adolescência. Boa lembrança!
abril 20th, 2008 às 2:59
Meu pai nunca confessou, mas tenho a sensação de que meu nome se deve a ela… hehehehehe…
abril 20th, 2008 às 6:41
Como o Moacy, e o Claudio ela faz parte da minha memória iconográfica juvenil.
Milton, porque hoje é sábado você lembra de mim. Cá, porque sou fã de carteirinha desses seus posts, lá, para saber se continuo vivo….hahaha!
Bom Domingo e feriado amanhã!
Forte abraço,
~C;-S